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terça-feira, 13 de março de 2012

Aquele Dos Anjos Quebrados (Parte 1)

Estava chovendo forte,não entendi por que ele havia me chamado,não fazia sentido,era sábado,e ele me chamou para um evento tão formal que teria que usar um terno,e uma capa preta,eu nunca havia sido chamado para uma festa assim antes,ainda mais pelo meu professor.O taxista parou na mansão gótica e me encarou como se quisesse o dinheiro e ir embora daquele lugar horrível o mais rápido possível,paguei a ele e saí do táxi,e ele saiu assim que fechei a porta. Encarei a pequena "mansão mal assombrada" e andei com passos largos,a grande porta de madeira nobre aguardava que eu a empurra-se,minha mão tremeu um pouco e então abri,lá dentro estava ele,meu professor de matemática,ou melhor,meu professor de Enoque ,mas por que ele estava tão tenso ?Sua pequena barba branca e mal feita estava estranha,seu olhar não era de arrogância ou sarcasmo como de costume,era insegurança e medo,conseguia ver isso em qualquer lugar,anjos sabem sentir o coração de qualquer ser vivo,ainda mais outro anjo,logo senti uma sensação de desconforto,sentada no sofá estava Íris,minha irmã,com um vestido preto longo,ela olhou para mim com medo e sorriu insegura.

-Professor,por que o senhor e minha irmã estão aqui..? - Perguntei com a voz falha .

-Sinto muito Jim - Falou o professor Peter agora olhando para os lados desesperado.

-O que aconteceu professor? - Falei agora com um tom de voz desafinado e pouco confiante.

-Abra suas asas,pequeno anjo- Disse Aaron aparecendo no canto superior da casa,onde havia um tapete vermelho sangue e vasos antigos - Chegou a hora de brilhar.

Íris deu um pequeno grito e tampou a boca com suas mãos brancas e finas.

-Por que ele esta aqui professor? Não foi ele que quebrou boa parte da ordem...

Aaron fez um sinal com a mão que me fez calar imediatamente,ele olhou para Peter,e isso o fez tremer,quando ele viu Aaron apontar para o andar de cima,Peter andou até o final da escada de mármore e trouxe Sophia com ele,ela andava acompanhada com ele,segurando sua mão delicadamente,seu olhar estava vazio,usava um vestido branco que ia até os joelhos e estava descalça,seu cabelo curto estava pouco escuro,não brilhava como antes,assim como seus olhos,estavam sem sentimentos agora,ela parou no pé da escada,Peter soltou sua mão e voltou para perto da lareira abaixando a cabeça careca,percebi que ele estava segurando para não gritar de raiva e ódio.

-Por que minha namorada está aqui? - Perguntei com medo.

-Ela não está aqui,bem,ela está,só que não percebe,esta em transe,já ouviu no deus Hipnos? -Disse Aaron sorrindo e arrumando suas vestes que pareciam um terno todo preto -Sim,sono profundo,é como ela está,pode gritar,ela não vai reconhecer nada além da minha voz.

-Por que nos reuniu aqui?

-Por que acha pequeno Jim? Por que trouxe as pessoas que mais gosta? Por que acha que pedi para meu avô te chamar aqui?

-Avô? - Repeti sem entender,foi então que Peter começou fechar as mãos e fungar como se quisesse chorar de raiva.

-Sim,ele é meu avô,mas é claro que não te contou,ele tem vergonha do próprio neto..

-Que assassinou os pais,que não conseguiu controlar a sede de sangue e criou uma guerra entre anjos,você é um pobre infeliz... –Gritou Peter abrindo as asas longas e acinzentadas,seu fraque rasgou afrouxando a gravata e a camiseta.

-Quieto – Disse Aaron fazendo um movimento com a mão como se estivesse dispensando alguém,mas na verdade foi um impulso que fez com que Peter fosse empurrado para a parede de pedra- se continuar falando vou fazer você destruir cada centímetro dessa casa.

-Sophia - gritei,e ela nem olhou.

-Já disse que somente minha ordem é absoluta aqui - Aaron sorriu - Venha minha linda,me de um beijo.

Eu corri o mais rápido possível quando ela se aproximou dele,assim que ela ia tocar seus lábios acertei Aaron com um soco firme,ele foi para a esquerda com a força do meu punho,senti sangue escorrer em minha mão,em seguida pegou meu pescoço e apertou,logo depois soltou meu pescoço e me empurrou contra a parede,caí em cima da armadura de ferro.

-Eu lhe chamei - Disse como se nada tivesse acontecido,só que agora estava com os braços sobre a cintura de Sophia,o que me fez arder por dentro - para um duelo até a morte,se eu ganhar,quero tudo que é seu,inclusive suas asas,que ainda não estão completas,se perder,te dou o livro de Enoque,pode pegar sua família e ir.

-Não posso aceitar algo assim - Falei enxugando a boca ensanguentada com a manga do terno.

-Ou aceita ou fico com o livro de Enoque e mato Sophia agora com a maldição.

Olhei para os lados,professor Peter estava caído em um canto da casa,Íris estava tremendo e olhando para mim com receio e minha namorada não estava comigo,talvez não fosse uma má ideia ser o “sacrifício”,pois acho que todos sabem quem vai perder,parei de encarar o nada e olhei nos olhos de Aaron.

-Vamos começar.

Ele deu seu sorriso malicioso e passou a língua nos lábios com sangue,meu coração deu um salto,fechei os olhos,e apertei os punhos,a partir de agora,tudo depende disso,e então abri os olhos novamente.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Aquele Da Noite Especial

- Obrigado por sair comigo de novo. - Falei tentando manter uma conversa
- Não precisa agradecer toda vez que a gente sair,você é meu namorado,não é uma obrigação,é algo que eu preciso,e quero. - Disse ela parecendo sincera
Estávamos em uma grande avenida,com lojas e bancas de jornal,alguns parques,eram 20;00 horas em ponto e estava frio,arrumei minha gravata e envolvi meu braço em sua cintura,ela apertou a minha retribuindo o gesto e eu corei um pouco,olhei para um poste que iluminava a o lugar,parecia chuviscar,pensei em algum lugar para ir onde não houvesse chuva.
- Quer ir em um restaurante? - Falei depois de alguns minutos de silencio - Conheço alguns aqui perto,podemos jantar..
- Claro - Respondeu ela me cortando com um sorriso - Eu sei um ótimo,já fui algumas vezes,se quiser me acompanhar.
- Pode ser.
Aceleramos o passo,começou a chuva fina,corremos um pouco,era difícil pois seu salto alto não ajudava muito,mas chegamos ao restaurante antes que a chuva aumentasse,pegamos uma mesa para a janela,era um lugar francês,tão comum para um casal,o lugar era um pouco rústico,pelo menos eu achei,mas era bem decorado com velas e musica.
Pedimos um vinho e algo tradicional do restaurante,analisei o lugar por mais uns instantes,e então do outro lado da mesinha ela segurou minha mão,eu olhei para ela surpreso,e então comecei um novo tópico para conversa.
- Não sabia que essa era a origem do "Pac-man"- Disse ela com um sorriso discreto parecendo se interessar pelo assunto.
- Imagino se o pedaço de pizza não estivesse faltando,não consigo me imaginar sem jogar Pac-man.. - Falei rindo estupidamente
Ela parou de rir um instante,olhou no fundo dos meus olhos negros,não conseguia expressar nada pelo olhar,era um ponto morto em mim,meus olhos eram muito escuros,embora eu conseguisse persuadir facilmente apenas olhando,não fazia sentido ela me encarar e tentar ler algo dentro de mim,e então percebi que ela estava vendo o meu brilho nos olhos,a pequena felicidade que eu não tinha a muito tempo e ela me trouxe de volta,eu me aproximei e nos beijamos.
Depois do jantar pegamos um táxi e fomos até meu apartamento,chegamos até o 7º andar e então parei na porta de casa,peguei as chaves e coloquei na fechadura.
-Quer entrar um pouco ? - Perguntei inseguro,não queria que agora fosse a hora de me despedir.
-Claro - Ela disse,e então entrou assim que abri a porta.
Olhei para o relógio da sala em cima da TV grande,já eram 23;00 horas,e mal tinha percebido como o tempo havia passado rápido,entrei no meu quarto e tirei a gravata e a jaqueta,olhei pela janela,a vista de vários edifícios e janelinhas,vi algumas acesas,outras com uma luz de fundo,o que acho que era a TV,e outras apagadas.
- É tão bom imaginar o que as pessoas fazem em suas casas - Falei para ela quando estávamos com os braços em cima da janela admirando as estrelas - Podemos fingir que elas tem tudo que não temos,a companhia de um amor todos os dias,ou um cachorro,podemos imaginar que elas estão fazendo algo bom..
- Entendo - Ela disse compreensiva - Também gosto de imaginar que as pessoas podem ter o que eu não posso agora,que elas podem ser felizes de um jeito diferente..
- E o que você quer agora? - Perguntei agora olhando em seus olhos
- Nada - Ela disse com um sorriso - Já tenho o que quero agora.
Nos beijamos,ela abriu a camisa,e tirou o salto,e eu apenas tirei o sapato e deitei na cama,ela se deitou comigo,eu a abracei forte,e ela abraçou meus braços em volta de seu corpo,eu fechei os olhos,e abri alguns segundos depois,ela ainda estava comigo,e então se virou,nos beijamos.
- Boa Noite -Eu disse - Vai ficar tudo bem se dormir aqui ?
- É claro que vai - Ela respondeu sussurrando- Eu estou com você.
E então eu fechei meus olhos,apertei forte sua mão,e adormeci.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Aquele Da Formatura E Festa Em Vegas

Sábado passado (10/12) foi minha festa de 9º Ano,nada melhor do que ver que passou de ano e ter que usar uma beca com um chapéu esquisito (embora um dos meus sonhos seja jogar ele para o alto).
Formatura
Acordei as 7;00 ,me visto,minha mãe me deixou na escola,tiro umas fotos com uns tios que estavam plantados na porta da faculdade ,tomo meu Café com chocolate que comprei na cantina (ainda não acredito que paguei 5 reais por um cappuccino que vinha em um copo de amostra grátis),entro na escola e coloco a beca,tiro mais fotos (agora com a beca e segurando um chapéu esquisito)
Todos estão na fila para entrar no palco,chamam nossos nomes e pegamos nossos "diplomas",professores em lágrimas e pais aplaudindo,me chamaram para ser o orador da sala de ultima hora,e assim a Beatriz foi no meu lugar (por que eu não tive coragem de falar um discurso que nem conhecia),assim que peguei minhas flores e o diploma,jogamos o chapéu para o alto.
Fui para casa o mais rápido que pude antes de algum comentário sobre meu maravilhoso discurso (Ops,acho que não foi meu discurso),e assim acaba a formatura,claro,com mais fotos minha e dos meus pais.

Festa de Las Vegas
Eram 18;00,entramos com um tapete vermelho na entrada,eu entrei com a mão na cintura da Kaori (acreditem,eu tenho namorada),e o João veio logo atrás da gente,fomos para uma mesa,Ciro,João,Kaori,Cayke e eu todos,bebendo Apple Martini (embora tivesse tudo menos álcool,ou talvez um pouco de licor de maçã verde), nada melhor que um open Bar,com sua namorada e amigos, celebrando o ultimo ano do fundamental,e não vamos esquecer a musica famosa da noite "Ai se eu te pego" grande sucesso entre o professor de física e a professora de matemática, e sim,eles dançaram.
Depois de vários drinks eu e a kaori fomos para a 'Sala do Elvis',onde em Vegas você se casa (não nos casamos,óbvio),ficamos lá por um bom tempo já que estava tocando funk ,conseguimos dançar por 20 segundos quando pararam de tocar funk,e estava uma musica mais calma,por fim acabamos a noite com meus amigos conversando e eu e a kaori com mais um beijo e um
Apple Martini.
Caso vocês queiram uma foto aqui está:

Acho que é isso,meu ultimo post do ano,Boas Festas !!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aquele Sem Assunto

Esta chovendo fraco lá fora,e estou entediado então decidi escrever,faz um bom tempo desde que não escrevo,não aguardo comentários nesse post,nem espero que alguém leia,estou escrevendo caso alguém se lembre do blog,e como prometi,escreveria uma vez por mês (coisa que não faço a dois meses) então aqui estou eu,digitando enquanto minha série ainda não baixou.
Lembro quando blog era uma coisa mais reservada,poucos tinham,poucos eram aceitos pelos outros que tinham blog,hoje temos blog de tirinhas,noticias,sexo,piadas,geeks,entre outros,no tempo que criei esse blog (faz uns 3 anos,eu acho),achava que era exclusivo,apenas escrever,já era algo mágico,agora sei que tem outras utilidades e recursos,mas não vou deixar de escrever por isso e criar tirinhas sério,não esperem tirinhas.
Comprei um livro novo, Sussurro,da Becca Fitzpatrick é,isso mesmo,pesquisei como escreve o nome da autora no google ,é mais uma série sobre romance adolescente que uma garota gosta de um garoto que não é totalmente humano,embora só tenha lido 5 capítulos já da pra entender,gosto de livros assim,só por que são os mais comuns .
Deixei de tentar ser alguém do contra,sou "houseano" mesmo sem querer ser,não vale a pena forçar minha personalidade para parecer diferente sendo que já sou o bastante,então decidi começar a ver as coisas mais comuns como os outros,antes que eu fique mais anti-social,embora goste de parecer o garoto com cara de mau e charmoso (como o carinha do livro que eu to lendo,até onde eu parei),vou continuar sendo o mesmo nerd que se veste bem e é charmoso,só que continuo não bonito (se não gostaram do eufemismo considerem a palavra feio).
A chuva parou e acabou o download da minha série (How I Met Your Mother), acho melhor acabar o post assim mesmo por que a maioria das pessoas não lêem nem a metade de tão grandes que são os textos,acho que nem eu leria só de ver o tamanho;para quem não tinha assunto acho que falei mais do que precisava.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Aquele da Situação Delicada.Lealdade Parte 2

Estava frio,acordei com um cobertor em meu rosto,o sofá estava meio torto no tapete e o sol fraco da pequena varanda fechada na sala me fez acordar,em um apartamento pequeno não deveria haver tanta luz,a televisão estava ligada e estava passando Big Fish e suas historias,abaixei o volume da TV e fui fazer um chá,quando havia algo ligado eu não me sentia tão sozinho.
Ignorei o som do velho moribundo falando e preparei um chá,arrumei a cama e me troquei,provavelmente estava atrasado e não queria ouvir Celiny em meu ouvido com sua respiração forte e seu olhar assassino que me fitava como se eu tivesse pegado o ultimo pedaço de torta,detestava pensar em trabalho,o problema de trabalhar não são as tarefas,são as pessoas com quem se convive.
Estacionei o meu New Bettle preto em uma vaga com um nome riscado,que provavelmente deveria ser o meu pelo apelido de "Babaca" que me colocaram na vaga,desci do carro e caminhei até o grande prédio,enquanto a chuva fina cortava meu rosto vi Robert andando como se estivesse uma perna de madeira quebrada,suas pastas estavam escorregando de seu braço direito,o que justificava por que andava engraçado.
- Me ajude aqui - Disse Robert atrapalhado.
-Por que tantas coisas? - Perguntei tentando me abaixar o mínimo possível para não me molhar em uma poça ao meu lado - Você trouxe as noticias da semana?
-É,pelo menos é o que vou ter que apresentar hoje.
-Não sabia que podia ler livros em rede nacional - Falei tentando tirar ele do sério.
-Obrigado - disse quando terminei de ajuda-lo a recolher os papeis caídos - Vou ter que me arrumar antes de me apresentar,a ultima vez que apresentei depois de ter pego um chuva fiquei resfriado..
-Então saia logo da frente e entre - Disse o empurrando para passar.
Ele virou os olhos para cima como de costume e saiu a caminho de sua sala,onde iria se aprontar para apresentar o jornal das 7;00.
Ao entrar em minha sala vi Burton conversando com meus alunos,ele me olhou com seus olhos ferozes e saiu,de minha sala como se estivesse desfilando,seu terno era diferente do ultimo que vi,não havia nada de formal,era apenas uma camisa e gravata com um sobretudo bege,ele parou em meio caminho e abriu a boca para falar algo,mais desistiu e prosseguiu para porta.Depois de sair sem rumo,decidiu ir para o lado esquerdo de fora da minha sala,como sabia que ele estava sem rumo? Não é comum ver alguém como ele ir para um corredor vazio e sem saída,ou estava tentando parecer ocupado ou era tolo demais.
-Deixe-me adivinhar - Falei tentando não parecer inseguro - Interrogatório sobre mim ? Ou estava falando do último episódio de Gossip Girl com vocês? Acredito mais na primeira opção.
-Não é nada -Disse Chase - Vamos continuar ao trabalho..
Depois de um longo dia de trabalho ao esperar Robert na porta de seu escritório vejo Burton conversando com Celiny,ao me ver ele sai com um olhar desconfiado.
- O que foi isso? - Perguntei a Celiny- O Que ele esta fazendo?
- Nada,ele apenas quer saber sobre você..- Falou entrando em sua sala e fingindo arrumar papéis.
-Como o que? As noticias que eu escrevo?
-É,como essas,quando você fala mal de alguém ou simplesmente fala demais a verdade - Ela disse agora aumentando o tom de voz.
- O Que ele quer? Me diga - Falei em tom de superioridade.
-Você não consegue ficar sem saber algo sobre você,deixe de ser narcisista James,não estávamos tentando te incriminar,você não consegue ser um adulto.-Disse Celiny que agora estava gritando.
-E você não consegue urinar em pé,mas não me vê te julgando por isso,sem contar que não estou preocupado com você falando de mim,estou preocupado com o que ele sabe...
Ela me encarou um pouco,percebi que estava chateada e que sabia que ele queria fazer algo de mal para mim,ela ajeitou a mesa e fez sinal para eu me retirar,saí da sala desanimado e fui ao escritório de Robert,abri a porta,ele estava arrumando as coisas para ir para casa.
-O Que tem? - Perguntei sentando em sua cadeira.
-Nada - Respondeu com seu sorriso sem graça.
-Eu te conheço desde a faculdade,você é o segundo melhor jornalista daqui e com um dos maiores salários,não tem que se preocupar com seus filhos que não tem e não tem que ficar mal humorado por algo que ainda não fiz,te conheço o bastante para saber que está inseguro - Afirmei na defensiva esperando que ele desistisse.
- Burton - Ele falou e meu sorriso falso se desfez,meu olhos abriram mais do que o normal - Me interrogou sobre você,queria saber tudo sobre suas entrevistas e as vezes que mentiu para esse jornal,você é leal demais para o jornal e é meu melhor amigo,não falei nada,ele saiu com raiva..
-Quando isso? - Perguntei preocupado.
-Hoje de manhã,Por que?
-Nada,vamos jantar,estou com fome.- Falei mudando de assunto para ele não perceber meu nervosismo.
-Antes tenho que retirar dinheiro,já sei que a conta vai ser minha mesmo.-Ele disse em um suspiro.
Fomos até o caixa mais próximo,estava anoitecendo,ele entrou,vi ele bater algumas vezes na maquina,começou a chover,entrei no banco.Ele olhou para mim e disse:
-Bloquearam minha conta..-Falou com seu olhar de cachorrinho sem entender.
-Droga - Falei - Isso significa...
- Que o jantar vai ser por sua conta - Falou me dando um tapinha nos ombros amigavelmente,e saiu na frente - Até quando vou me sacrificar por você James..
Olhei minha carteira com algumas notas,me virei e então saí em meio a chuva com Robert me encarando inseguro.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aquele Do Perfect Day.

Se vocês acham que é um post cheio de arco-íris e pôneis Malditos apenas pelo nome de Perfect Day procurem outro post,só coloquei esse nome por que o céu está azul e estou ouvindo essa musica,(também coloquei esse nome por falta de criatividade).
Esse post vai entrar para a Categoria novidades (que eu ainda vou colocar em alguns posts),ainda sim,vou mudar algumas coisas,o Layout (fundo) do blog,as categorias e as cordas do meu violão,que não tem nada a ver com o blog mais eu menciono por que não tenho muito para falar.
Não tenho muitas novidades embora o marcador esteja escrito novidades.As pessoas continuam me chamando de House e Sheldon,eu até tenho o "Meu jeito House de ser" de acordo com a Yessa,continuo chato e sarcástico,o mesmo "Chandler" de sempre,embora só faça piadas e seja sarcástico por tédio e falta do que fazer,o que basicamente é a mesma coisa.
Acabei de assistir minha terceira temporada de House.M.d. e esta no meu box de dvds,o que eu sei que vai demorar para inserir o disco (jeito idiota de falar colocar o dvd) em algum lugar e assistir denovo,já que assisti tudo recentemente,meus livros continuam inacabados e estou lendo dois ao mesmo tempo o que torna mais difícil acabar de ler,sem contar as musicas para contra baixo que estou aprendendo (sozinho),as tarefas e tudo mais ,não tenho muito tempo para postar (na verdade tenho bastante tempo.Mas minha criatividade é foda ).
Acho que é isso,mais um post sobre minha "preciosa vidinha",antes que me perguntem não sei quando vou mudar o Layout,e antes que a Alessandra ,o Greg e a Íris me cobrarem o post "Situação Delicada",a parte dois está em andamento.

Ps: Embora alguns (Yessa entre outros) me chamem de House,não tenho nada de M.d. então não faz muito sentido,mas se me presentearem com um bengala preta com labaredas eu agradeço.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aquele da historia : Situação Delicada. Parte 1

Mais um dia entediante de trabalho,eu acordo,tomo meu café frio,e saio,chego a universidade as 10;00,e vejo meus três "ajudantes",eles estudam comigo enquanto eu ensino o oficio de jornalista a eles,em troca de conhecimento os uso como subordinados,ainda não os posso considerar amigos,um homem anti-social com 32 anos não tem mais confiança em pessoas,além de si próprio ou um ou dois amigos que só estão com ele por falta de opção,ou pena,ainda não consigo me definir em poucas palavras.
- Acorde James-disse Robert,meu único amigo.
Eu saltei do banco assustado,meu rosto estava dormente e eu estava encostado na porta do carro,provavelmente estava dormindo.
- Já chegamos? - Perguntei tentando disfarçar a exaustão
-Já,e perdemos dez minutos por culpa do seu sono pesado,pensei em jogar água...
-Faça isso e nunca mais dirija meu New Bettle.-Ameacei com meu olhar de sono.
-Você me buscou e estava dormindo no banco,achei melhor dirigir parra não ter que irmos para o hospital,salvei sua vida..
-Não,você evitou um acidente que poderia ter acontecido,e poderia ter nos dado uma boa desculpa por nos atrasarmos dez minutos ou mais,agora vamos,não quero ver os três porquinhos reclamando sobre por que eu me atrasei.
-Chama seus alunos de porcos? -Perguntou ele confuso.
-Se soubesse do que chamo você não ficaria tão surpreso como agora,vamos.
Entrando na pequena sala com noticias e jornais noto os dois alunos já prontos bebendo algo parecido com suco de laranja.
- Bom dia Kathy,Neil...-Falei sem entusiasmo e pegando as noticias para publicar.
-É Kate...-corrigiu Neil
-Tanto faz,onde está a criança numero três? - Perguntei sarcasticamente como de costume.
-Temos 22 anos...-Falou Kate indignada com o erro
-Não é importante,onde está Chase??-Olhei para os dois,nenhum parecia saber a resposta - Ok,começaremos sem ele.
Depois de analisar algumas pesquisas comecei a escrever no computador,enquanto isso chega Chase,ele arruma suas coisas e fica em seu computador quieto,olhei para ele e o fitei por alguns segundos,depois de algumas páginas feitas,publíco para o jornal de New Jersey,e saio para o almoço.
Enquanto converso com Robert,vejo um homem de cabelo cortado meio loiro com olhos negros em minha direção,ele estava de terno preto,chegou se apresentando:
-Burton,meu nome é Burton,acho que devia saber que eu ficarei aqui alguns dias...- Disse com um olhar penetrante.
Acho que devia saber que não me importo.- Disse sem paciência mastigando meu sanduiche de calabreza e olhei para Robert como se ele não estivesse lá.
Robert foi ao banheiro,e Burton me encarou por um tempo,então disse:
-Sabe,você é grosso,e trata as pessoas como se fossem idiotas...
-Claro...-Disse ainda mastigando meu sanduiche.
Ele colocou a mão no meu ombro e apertou com tal força que já não podia sentir mais dor.
-Apenas saiba que se me tratar como idiota,te tratarei como um também,eu não serei mais um cliente de seu jornal,serei aquele que o fará pagar,entendeu?- E soltou meu ombro devagar.
Eu o olhei assustado,e então acenei com a cabeça,ele olhou mais uma vez para mim com ar de autoridade,e então se virou,Robert chega do banheiro e olha pra mim com insegurança,ele me conhecia o bastante para saber quando eu estava inseguro.
Burton estava virado de costas olhando as mesas ao redor,foi o tempo de colocar boa parte do meu sanduíche no bolso de seu paletó e ele sair sem perceber.Robert olhou para mim:
-Quantos anos você tem James? Oito?
-Me esforço para parecer um garoto com dez-repliquei infeliz,e continuei meu almoço com meu único amigo.
Depois de um longo dia volto para casa,abro a porta na esperança de que alguém apareça mais apenas a um abajur acesso que provavelmente esqueci ligado quando saí,olhei ao meu redor,tirei a jaqueta sport e a a camisa com gravata,sentei no sofá e liguei a TV,após um longo dia com muitas pessoas,pensei em descansar um pouco,é difícil trabalhar para um dos jornais mais lidos da América,não consegui imaginar outra coisa se não ler minha publicação no jornal mais lido de New Jersey,pelo menos estava me enganando com essa mentira,escrever não me sastifazia mais do que comer um pedaço de pizza,me larguei no sofá frustrado e adormeci.
No dia seguinte,vi meus subordinados mais quietos,eles estavam me escondendo algo,algo que não era natural,em minha sala enquanto colocava na lousa algumas noticias e explicava a eles as posições de cada um ao escrever em uma coluna,Robert me chama sério e fala:
- Celiny,ela esta te procurando,e quer ver você agora,esta nervosa.
-Ótimo,tudo que eu queria,ouvir minha adorável chefe gritando..
-Por que faz isso com ela? Sabe que os problemas que faz são causados nela...-Disse impaciente.
Eu o ignorei e saí,fui até a sala transparente que era seu escritório,ela olhou e fez sinal para eu entrar,havia um homem de costas,não consegui enxergar,seu cabelo repicado e loiro branco,ainda não o havia identificado.
-James,sente - Ela disse pacientemente enquanto eu me sentava.
- O que é agora? -Perguntei em tom desafiador.
-Não irei mais discutir com você,apenas se desculpe com mais um de nossos clientes por favor,não vou mais impor autoridade,como sua colega de trabalho não vou mais implorar...
-Ok,ótimo,onde está a vitima? - Perguntei com meu tom impaciente e ironico.
-Alí está - E apontou para o homem de terno que se virou. - Converse com ele,espero que se desculpe,você pode ser um dos melhores jornalistas que já existiu,mais não quero que acabe com a fama de nosso jornal tratando pessoas como tal,espero que se entendam.- E saiu .
- Eu disse para não brincar comigo,esqueci de me apresentar por completo, eu sou o detetive Burton.
- O que quer? Desculpas? não estou afim... - Disse tentando parecer calmo.
-Não,fique com elas,eu quero te arrebentar,quero te humilhar,em frente a todos,como fez comigo...
Continuei o olhando sério e inseguro enquanto ele falava.
- Farei de tudo para tornar sua vida um inferno começar por tirar seu direito de escrever,afastar todos que estão perto de você e quem sabe te prender por desacato..
- É isso que quer? Vingança? - Perguntei em seco
-Não,quero tornar a vida do grande e famoso jornalista,em um pequeno inferno..
Então ele saiu da sala,eu tentei parecer controlado,e saí também,não sabia bem como seria partir desse momento,mais sabia que não seria fácil continuar agindo como se o homem que eu mais temi,não quisesse acabar com minha carreira.